ENTRETENIMENTO


MC Poze do Rodo desabafa após prisão e anuncia festa beneficente em Complexo no Rio

Funkeiro foi preso em 29 de maio, em casa, sob acusação de apologia ao crime e associação ao tráfico; ele foi liberado cinco dias depois

Reprodução/Instagram @pozevidalouca

 

O cantor MC Poze do Rodo usou as redes sociais, no sábado (7), para fazer um desabafo sobre a sua detenção e anunciar uma festa beneficente marcada para este domingo (8), em sua comunidade. O evento, voltado para as crianças do Complexo do Rodo, contará com brinquedos, comidas e apresentações musicais.

O funkeiro foi preso em 29 de maio, em casa, no Recreio dos Bandeirantes, sob acusação de apologia ao crime e associação ao tráfico, após vídeos de seus shows circularem mostrando homens armados no público. No entanto, um habeas corpus foi concedido no dia 2 de junho pelo desembargador Peterson Barroso Simão, que apontou falhas no processo e classificou a prisão como irregular. Poze foi libertado no dia 3.

Ao comentar a repercussão de sua saída do presídio, Poze relatou surpresa com o apoio popular: “Confesso que quando chegou pra mim que ‘lá fora está lotado’, eu não esperava que seria tudo isso de gente! […] Quando vi essa multidão de crianças chorando, idosos, confesso que fiquei sem acreditar.”

O cantor afirmou que esse acolhimento foi o combustível para a realização do evento comunitário, como forma de retribuição à solidariedade recebida. Segundo ele, a festa será realizada de forma legal, obedecendo às determinações judiciais. “Esse evento respeita todas as determinações do Poder Judiciário em relação a mim”, escreveu nas redes.

Em tom crítico, MC Poze também denunciou o que considera abuso de poder por parte do Estado e afirmou que continuará mobilizado contra ações consideradas injustas. “Peço para que, se eles agirem mais uma vez na covardia com qualquer um dos nossos, lutaremos de novo. Não vamos mais permitir esse abuso de poder. MC não é bandido.”

A decisão judicial que resultou na liberdade do artista questionou a fragilidade das provas apresentadas, especialmente a ausência de evidências concretas que ligassem o cantor diretamente a organizações criminosas.