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Guia Michelin passa a avaliar vinhedos e inaugura nova classificação no setor do vinho

Publicação francesa amplia atuação para destacar a qualidade e a identidade de produtores de vinho

Foto: Divulgação

 

Conhecido mundialmente por suas estrelas para restaurantes e chaves para hotéis, o Guia Michelin anunciou que passará a avaliar vinhedos a partir de 2026. A nova avaliação contará com três níveis de distinção, vinhedos de “grande qualidade”, de “excelência” e produtores “excepcionais”, além da categoria de estabelecimentos “recomendados”. A classificação será baseada em cinco critérios principais: qualidade da agricultura, domínio técnico na adega, identidade do vinho, equilíbrio e constância ao longo das safras.

As análises serão feitas presencialmente por especialistas do próprio Michelin, em um modelo semelhante ao adotado para restaurantes e hotéis, com foco na independência do processo. As primeiras regiões avaliadas serão Bordeaux e Borgonha, na França, e os resultados serão divulgados em eventos ainda sem data definida. A expectativa é que, nos anos seguintes, a iniciativa seja ampliada para outras regiões do mundo.

Embora a avaliação direta de vinhedos seja inédita, o vinho sempre esteve presente na história do guia. Desde 1900, a publicação leva em conta a qualidade das bebidas servidas nos estabelecimentos avaliados. Em 2016, o grupo Michelin reforçou essa atuação ao adquirir o Guia Parker, uma das principais referências globais na crítica de vinhos.

No Brasil, o Michelin atua desde 2015, avaliando restaurantes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nos últimos anos, o guia também passou a reconhecer profissionais do setor: em 2024, a sommelière Maíra Freire foi eleita a melhor do país, seguida por Marcelo Fonseca em 2025, ambos de restaurantes duas estrelas.