ENTRETENIMENTO


9ª edição do ‘Movimento Boca de Brasa’ reúne 16 mil pessoas na Barroquinha, em Salvador

Festival gratuito no Centro Histórico teve mais de 300 artistas e 30 horas de programação

Foto: Caio Lirio/Assessoria

 

A programação impulsionou a economia criativa local durante três dias consecutivos e reforçou o papel do ‘Boca de Brasa’ como programa estruturante de Salvador, integrado ao calendário do aniversário da cidade.

Em meio aos chapéus de cangaço e as sandálias de couro que assinam o cenário da Barroquinha, o bairro do Centro Histórico de Salvador viu as ruas serem tomadas por cerca de 16 mil baianos e turistas, durante a 9ª edição do Movimento Boca de Brasa. A grade, em formato de festival, ocupou o Quarteirão das Artes Moraes Moreira entre os dias 26 e 28 de março, atraindo os olhares para a cultura produzida e assinada dentro das comunidades e periferias.

Entre os mais de 310 artistas que se apresentaram na programação, estão nomes reconhecidos da cena local e nacional, a exemplo de Larissa Luz, ÀTTØØXXÁ e Duquesa, e também os alunos das Escolas Criativas Boca de Brasa, dos polos de Pau da Lima, Centro/Brotas, Cajazeiras, Valéria, Liberdade/São Caetano e Cidade Baixa. O Movimento contou ainda com a atuação de 250 agentes culturais da cidade, que ocuparam a região criativa por três dias consecutivos, com direito a música, dança e apresentações artísticas.

Despertando a cultura em movimento, o músico e produtor Rafa Dias Days (RDD), do ÀTTØØXXÁ, que trouxe a banda para se apresentar no segundo dia da programação (27), explica que o Movimento leva os jovens a terem visões inspiradoras para o futuro.

“Para a gente (ÀTTØØXXÁ), estar no ‘Movimento Boca de Brasa’ é uma honra. Eu já faço parte dele há algum tempo; o ÀTTØØXXÁ também já tocou anos atrás. Neste ano, esse feat. com o aniversário da cidade traz uma importância a mais. Eu acredito que tanto o Boca de Brasa quanto a cidade merecem esse carinho especial de levar a cultura para o povo, um evento de graça, espalhado pela cidade. A gente também esteve presente para contribuir com o som, com a cultura e a arte”, comenta Rafa.

Além do trio formado por Rafa Dias, Oz e Chibatinha, o festival trouxe nomes como a cantora e atriz vencedora do Prêmio Shell por ‘Torto Arado’, Larissa Luz; a dona do ‘Prêmio Potências 2024’, Duquesa; além da discotecagem assinada pelos djs Pivoman, B2B, Libre Ana, Belle, Princebenin e Nai Kiese.

Assinando mais de 30h de programação gratuita ao público, em três dias de festival, o Movimento Boca de Brasa também deu destaque ao empreendedorismo. Dentro de um dos maiores polos de comércio popular da região, o Movimento posicionou cerca de 60 empreendedores e ambulantes ao lado dos lojistas da Rua do Couro.

Para o Presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, o evento deste ano superou todas as expectativas. “Para mim, foi um grande aprendizado, porque o Boca de Brasa trouxe da periferia muita novidade, novas vertentes artísticas, novas potências culturais, novos olhares, novas formas de fazer. Além da gente ter comemorado o final de mais uma etapa, abriu perspectivas para repensar o projeto e começar o ciclo deste ano com muito mais força e energia”, explica Guerreiro.

Com uma média de 5,3 mil participantes por dia, o evento foi um sucesso de ponta a ponta, desde atividades como o PodPotências e o Desfile Performance: ÒKÙNKÙN – Boca, Corpo e Território; até o after da Ocupação Côro Comeu, que movimentou o Café-Teatro Nilda Spencer nos três dias de programação.

Trazendo programações para toda a família, o programa também realizou a Oficina de grafite para crianças, o show de stand-up do Clube Daz Minina e Magali Moraes, além da imersão à exposição FGM 40+, que levou mais de 500 visitantes a conhecerem o universo por trás dos 40 anos da Fundação Gregório de Mattos. Outro destaque da edição foi a mostra dos resultados das Escolas Criativas Boca de Brasa, que passou pelas métricas dos polos de Valéria, Liberdade/São Caetano, Cidade Baixa, Cajazeiras, Pau da Lima, Centro/Brotas.

“Essa edição, em especial, representou a dimensão do programa Boca de Brasa, que acontece por meio das Escolas Criativas, dos espaços Boca de Brasa e de todo o Movimento. Reunimos a diversidade das periferias de Salvador, do Brasil e também de outros lugares do mundo, criando conexões a partir das apresentações e das atrações que integram o projeto. Conseguimos mesclar grupos iniciantes, coletivos com trajetória consolidada e artistas já reconhecidos em Salvador, na Bahia e nacionalmente, formando um grande caldeirão de potências da cidade e do estado, reunidas durante três dias no Quarteirão das Artes Moraes Moreira’. O resultado foi um verdadeiro ‘chame-gente’, um convite para reconhecer e aplaudir toda a força criativa das periferias e dos territórios de Salvador”, conclui a Gerente das Escolas Criativas Boca de Brasa da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Nathalia Leal.

Concentrando uma das maiores celebrações da cultura periférica e afro-brasileira de Salvador, o Movimento Boca de Brasa 2026 comemora o sucesso de mais um festival, após três dias de celebração, formação e difusão cultural, consolidando o Centro Histórico como palco das potências criativas das periferias.

A 9ª edição do Movimento Boca de Brasa é uma realização da Prefeitura de Salvador, Secretaria de Cultura e Turismo através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), com apoio financeiro do Ministério do Turismo e do Governo Federal.