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‘Tesouraço’ de Flávio vai cortar mordomias para ampliar programas sociais, diz João Roma

Ex-ministro de Bolsonaro criticou o governo Lula (PT) por manter despesas que considera desnecessárias

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou nesta terça-feira (20) que o “tesouraço” defendido pelo presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) deve atingir privilégios, mordomias e desperdícios da máquina pública e preservar programas sociais e os serviços essenciais à população.

“O que o governo tem que manter justamente são as coisas essenciais do nosso Estado, e não os penduricalhos, não as mordomias, não benefícios extras”, declarou em entrevista à CBN Salvador.

Segundo Roma, a revisão de despesas deve alcançar a estrutura administrativa federal e gastos que não se traduzem em benefícios para os cidadãos. O ex-ministro criticou o aumento do número de ministérios e despesas com viagens e hospedagens, além do que classificou como ostentação em gabinetes públicos.

“Você chega em Brasília, vê gabinetes que parecem palácios, tapetes, uma vida de luxo”, afirmou. Para ele, o dinheiro arrecadado com os impostos da população deve ser direcionado prioritariamente às necessidades dos brasileiros.

Roma também criticou o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e afirmou que o atual governo tem recorrido à redução de benefícios sociais para ajustar as contas públicas, enquanto mantém despesas que considera desnecessárias.

De acordo ele, Flávio pretende seguir o caminho inverso, preservando a proteção aos mais vulneráveis e cortando desperdícios da máquina pública. “Toda vez que tinha um problema econômico, onde é que o Haddad cortava? Justamente no programa social”, declarou.

O ex-ministro também relacionou a responsabilidade com as contas públicas à proteção das famílias de baixa renda. Na avaliação do dirigente, o equilíbrio dos gastos contribui para melhorar a economia e o poder de compra da população.

“Ter um governo que tenha responsabilidade, que gaste menos e que zele pelo orçamento para colocar recursos nas áreas essenciais, como, por exemplo, a área social, é fundamental”, disse.

Ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, Roma também acusou o PT de disseminar fake news sobre a proposta de Flávio para o Bolsa Família. Segundo ele, a previsão é garantir a continuidade do benefício por dois anos após a contratação com carteira assinada, com possibilidade de retorno imediato ao programa caso a pessoa perca o emprego. O ex-ministro afirmou que a proposta foi distorcida para sugerir que Flávio encerraria o pagamento do Bolsa Família após dois anos.

“Você tem a garantia de, mesmo assinando a carteira de trabalho, mesmo você tendo a possibilidade de melhorar de vida, você pode permanecer mais dois anos no Bolsa Família”, explicou. Roma defendeu que a medida oferece segurança para quem consegue uma oportunidade de trabalho e busca melhorar a renda familiar. “É uma garantia a mais para o cidadão buscar uma condição melhor”, afirmou.