ELEIÇÕES


Sob o PT, Bahia vive paradoxo de estado rico com o povo pobre, diz ACM Neto

Ex-prefeito de Salvador, pré-candidato do União Brasil afirma que o estado perdeu protagonismo econômico no Nordeste e não possui um projeto de futuro

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

 

O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governador ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta terça-feira (14) que a Bahia vive o paradoxo de ser um grande potencial econômico, enquanto mantém altos índices de pobreza e desigualdade sob gestões do PT.

ACM Neto disse que o estado perdeu protagonismo econômico no Nordeste e não possui um projeto consistente de futuro.

“Nós temos hoje um estado rico com um povo pobre. A Bahia tem o maior número de pessoas que vivem abaixo da linha da miséria de todo o Brasil. Outro dia saiu uma pesquisa do IBGE que mostrou a renda média per capita das pessoas. A Bahia tem a segunda pior de todo o Brasil. Só estamos à frente do Maranhão”, disse em entrevista à rádio Baiana FM.

O ex-prefeito também criticou a perda do poder de compra da população brasileira e o aumento do endividamento das famílias. “O fim do mês está chegando cedo demais. É impressionante. Chega no dia 5, as pessoas já não têm mais dinheiro. Aí acabam tendo que se endividar, tomar empréstimo”, afirmou.

Na avaliação do pré-candidato, o governo estadual falha em explorar setores estratégicos da economia baiana, como turismo, agronegócio, mineração e interiorização da indústria. Em sua avaliação, o quadro perdura ao longo de duas décadas de administrações petistas e tem se agravado com o governo Jerônimo Rodrigues (PT).

“Você pergunta qual é o plano de desenvolvimento econômico para a Bahia. Não existe. Como estamos trabalhando nossas vocações para ampliar e dinamizar o turismo, o agronegócio, a agricultura familiar, a mineração? Cadê as obras de logística e infraestrutura? Cadê o processo de industrialização do interior?”, questionou.

Para ACM Neto, o ciclo político do PT está esgotado. “Será que 20 anos não foi tempo suficiente? Eles tiveram muito tempo, o povo teve muita paciência e os dois se esgotaram. O que nós temos hoje na Bahia é um estado grande, um estado forte, mas com um governo pequeno”, declarou.

Se eleito, o ex-prefeito disse que pretende tirar do papel um plano de desenvolvimento voltado ao interior do estado, com atração de empresas e geração de oportunidades fora da região metropolitana de Salvador.