ELEIÇÕES


Sidônio tira férias da Secom para se dedicar à campanha de Lula no 2º turno

Em outra frente para tentar reverter a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana assumiu a coordenação política da equipe

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

 

O publicitário Sidônio Palmeira vai tirar férias da Secom (Secretária da Comunicação) da Presidência da República a partir desta segunda-feira (12) para atuar exclusivamente na campanha à reeleição do presidente Lula (PT).

Segundo o portal Metrópoles, a decisão foi tomada uma semana após o primeiro turno da eleição presidencial, quando Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% do senador. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.

A 15 dias do segundo turno, a campanha petista também passou por mudanças em sua coordenação. O senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana assumiu a coordenação política; o ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia Rui Costa ficou responsável pela agenda; e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, passou a comandar a comunicação.

A coordenação-geral permanece sob o comando de Edinho Silva, presidente nacional do PT.

Edinho e Sidônio foram alvo de críticas internas após o resultado do primeiro turno. Embora não tenha função formal na campanha, o ministro da Secom participou da definição da estratégia de comunicação de Lula. Sidônio é sócio do publicitário Raul Rabelo, marqueteiro da campanha petista. Em 2022, ele comandou o marketing responsável pela campanha que levou Lula ao terceiro mandato presidencial.

Na última quarta-feira (7/10), durante reunião com jovens lideranças eleitas, o próprio Lula reconheceu que teve a campanha “menos organizada” desde 1989, quando disputou pela primeira vez a Presidência da República.

Novas estratégias

Na reta final da disputa, a campanha de Lula definiu como prioridades a busca por eleitores que votaram em branco ou nulo e a redução da abstenção, na tentativa de transformar parte desse eleitorado em votos para o petista.

O comitê também pretende ampliar a votação de Lula no Sudeste e concentrar esforços no Nordeste, região historicamente favorável ao presidente. No primeiro turno, o petista teve desempenho inferior ao de 2022 em todos os estados nordestinos.