ELEIÇÕES


Rui Costa prevê eleição apertada, mas diz que cenário vai melhorar com início da propaganda na TV

Ministro da Casa Civil aposta nas entregas do governo e diz que diferença da atual gestão para sua antecessora é “como água e vinho”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), nega que o crescimento das intenções de voto do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) represente uma ameaça concreta.

“Acho que nós estamos vivendo em um país polarizado. Passaram-se quatro anos e essa polarização não foi dissolvida. Nós teremos mais uma vez uma eleição muito apertada, mas tenho absoluta confiança da nossa vitória”, afirmou Rui Costa nesta sexta-feira (27), em coletiva de imprensa durante evento no Centro de Convenções de Salvador.

Um novo levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, divulgado nesta quarta-feira (25), apontou pela primeira vez uma vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Lula (PT) em uma projeção de segundo turno na disputa presidencial.

Flávio aparece com 47,6%, enquanto Lula chega a 46,6% das intenções de voto na pesquisa, que entrevistou 5.028 pessoas na internet entre 18 e 23 de março. A diferença de pontos percentuais configura empate dentro da margem de erro.

Rui Costa disse acreditar que o cenário vai melhorar nos próximos meses. “Na hora que a campanha for para a televisão e para as redes sociais, acho que nós vamos ter os votos necessários para ganhar a eleição. Eleição apertada, isso tem que ser reconhecido, o que requer, evidente, atenção e militância constante”, afirmou.

O ministro da Casa Civil disse ainda que aposta nas entregas do governo. “Os números, na hora que ganharem escala do ponto de vista da comunicação,  são imbatíveis. Por exemplo, quando você abordar casa própria, nós aumentamos 300 vezes o número de aportes da União para construir casas para a população. Aumentamos 600 vezes quando se trata de dinheiro para melhorar o transporte público”, disse.

“Então, os números são muito maiores do que os números do governo passado, não tem comparação. É como se você comparasse água com vinho, são coisas completamente diferentes”, continuou.