ELEIÇÕES


Rui Costa afirma que Bahia está entre estados menos endividados do Brasil e lembra ‘perseguição’ de Bolsonaro

Em sabatina realizada pela BandNews FM, ex-ministro de Lula comparou as contas do estado com as de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais

Foto: Diego Mascarenhas/Assessoria

 

O candidato ao Senado pelo PT da Bahia, Rui Costa, afirmou nesta quarta-feira (26), durante entrevista à Rádio BandNews FM, que a Bahia está entre os estados menos endividados do Brasil. Ex-ministro da Casa Civil do governo Lula e ex-governador da Bahia, Rui destacou a situação fiscal deixada ao fim de sua gestão e relembrou as dificuldades enfrentadas durante a pandemia da Covid-19 e nos governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Segundo Rui, durante os oito anos em que esteve à frente do governo estadual, a Bahia enfrentou “perseguição” e dificuldades para obter novos empréstimos. Ele afirmou que conseguiu contratar apenas uma operação de crédito com o Banco do Brasil, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), após o então governo federal ter impedido a liberação do recurso.

“Eu levei oito anos sem conseguir tomar crédito. Só consegui tomar um do Banco do Brasil e mesmo assim por ordem do STF, porque o então presidente [Bolsonaro] tinha decidido e deu ordem à direção do banco de não pagar, mesmo o contrato estando assinado”, afirmou.

Rui também disse que não contou com apoio do governo federal ou do Senado para essas operações. “O vento nunca soprou a favor, eles faziam de tudo para prejudicar a Bahia, nem empréstimos aprovaram”, declarou.

O petista também criticou o que classificou como uso político das discussões sobre os empréstimos contratados pelo estado. “Há muita retórica e, eu diria, peças de campanha eleitoral em torno desses empréstimos que a Bahia toma”, afirmou. De acordo com o candidato, o indicador utilizado para avaliar o nível de endividamento mostra uma situação fiscal mais favorável na Bahia em comparação com estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Rui Costa também destacou que, ao deixar a gestão do governo estadual, a Bahia apresentava uma relação de 0,4 entre a dívida e a receita corrente, enquanto o teto considerado para o indicador é de 2. Na avaliação do candidato, que faz casadinha com Jaques Wagner na disputa por duas vagas ao Senado com números 133 e 130, respectivamente, a situação permite que hoje o estado tenha margem para contratar operações de crédito e realizar investimentos.

Ele também elogiou a atuação do atual governador e candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues à frente das operações de crédito para garantir investimentos para todo o estado.

Para Rui, a análise sobre a capacidade de endividamento deve considerar não apenas o volume da dívida, mas também a capacidade de pagamento de cada estado. “A Bahia tem capacidade de pagamento”, continuou.