ELEIÇÕES


‘PT chupa sangue e depois dá abraço de urso’, diz Bruno sobre saída de Coronel da base de Jerônimo

Senador anunciou saída do grupo do governador neste sábado (31)

Foto: Matheus Morais/MundoBA

 

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), disse na manhã desta segunda-feira (2) não estar surpreso com a saída do senador Angelo Coronel (PSD-BA) da base do governo de Jerônimo Rodrigues (PT). Em coletiva de imprensa antes da cerimônia de abertura dos trabalhos na Câmara  de Vereadores, na manhã desta segunda-feira (2), Bruno criticou seu grupo rival. “Tiraram o direito dele de disputar a reeleição, como fizeram com Lídice da Mata, com João Leão, com Walter Pinheiro. Eu vejo muito blá-blá-blá de que lá os aliados crescem, tem espaço. Coronel foi traído. Ele é vítima nesse processo. O PT é isso: suga e chupa o sangue dos aliados e depois dá aquele abraço de urso”, afirmou.

Bruno Reis afirmou que Coronel soube por meio da imprensa que não concorreria à reeleição no Senado, para que dois petistas pudessem compor a chapa: os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa. “Como ocorreu com outros no passado, ele foi comunicado pela imprensa. O ex-governador [Rui Costa] estava semana passada no interior e disse que era candidato a senador, assim como Wagner, e que Jerônimo era o candidato a governador”, disse o prefeito

Angelo Coronel confirmou no sábado (31) que está de saída do PSD e que disputará a reeleição ao Senado integrando o campo de oposição ao presidente Lula (PT) e ao governador Jerônimo. A declaração foi dada em entrevista ao Broadcast Político, do jornal O Estado de S. Paulo.

A decisão mudou o tabuleiro político baiano ao encerrar a disputa interna entre três pré-candidatos que buscavam duas vagas na chapa do bloco governista no estado. Com a saída de Coronel, a pressão dentro da base aliada diminui, fazendo com que o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e o senador Jaques Wagner (PT) fiquem com as vagas do grupo na disputa eleitoral.

Coronel afirmou que sua permanência no PSD se tornou inviável após desgastes internos. Segundo ele, houve pressão para que ele deixasse o partido.