ELEIÇÕES


Domiciliar de Bolsonaro dá fôlego a Michelle para tentar tirar Flávio da disputa presidencial

Ex-primeira-dama terá mais tempo para conversar com o marido e tentar convencê-lo a apoiar chapa com ela ou Tarcísio

Foto: Divulgação | PR | Arquivo

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem esperança de que, com a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ela terá mais tempo para conversar com o marido e tentar convencê-lo de deixar de apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República.

Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, Michelle terá mais tempo para argumentar sobre as vantagens de uma candidatura a presidente ter ela mesma ou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) como cabeça de chapa.

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e passará a valer após o ex-presidente deixar o hospital em que está internado com suspeita de broncopneumonia.

Estão autorizados a ter acesso a Jair Bolsonaro todos os dias apenas Michelle, a filha Laura, os advogados e os médicos. Flávio poderá ter acesso como advogado do pai. Os demais parentes, amigos e aliados só poderão visitá-lo às quartas-feiras e aos domingos.

Sobre pré-candidatura de Flávio

Com aval do seu pai, Flávio anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República após desentendimento dos filhos de Jair Bolsonaro com Michelle Bolsonaro (PL), no final de dezembro. A ex-primeira-dama ganhou destaque após desfazer a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, fazendo críticas públicas ao tucano em evento.

Internação de Bolsonaro

Bolsonaro foi internado no dia 13 de março após passar mal em sua cela no 19ª Batalhão da Polícia Militar. O ex-presidente apresentou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.