ELEIÇÕES


PM-SP é acusada de obrigar jovens detidos a vestir camisas do PT, que fala em ‘armação’ de Derrite

Campanha de Lula diz que intenção seria produzir um vídeo falso para inflamar as redes sociais e prejudicar o petista às vésperas do 2º turno; aliado de Flávio Bolsonaro, senador eleito não se manifestou

Foto: Reprodução/Redes sociais

 

O PT acionou a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) para apurar suposto abuso de autoridade da Polícia Militar de São Paulo e do senador eleito Guilherme Derrite (PP), após três jovens serem detidos usando camisetas da legenda. O caso ocorreu na quarta-feira (21), durante uma operação contra o tráfico de drogas na comunidade Vitória Pantanal, no Jardim Monte Líbano, na cidade de Piracicaba.

Os alvos são um adolescente de 17 anos e dois homens de 21 e 24 anos.

Todos usavam camisetas de apoio ao presidente Lula (PT), que disputa a reeleição, com os dizeres “Professoras e professores da Apeoesp com Lula”.

As imagens foram divulgadas no Instagram de Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A mãe do adolescente apreendido por suspeita de tráfico de drogas afirma que os militares obrigaram o filho dela a usar a vestimenta. Ela disse ao jornal Folha de S. Paulo que vai denunciar o caso à Ouvidoria da Polícia Militar para cobrar apuração e responsabilização dos envolvidos.

O PT afirma que a intenção da PM paulista seria produzir um vídeo falso para inflamar as redes sociais e prejudicar a campanha de Lula às vésperas do segundo turno.

O partido também pede à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar uma possível fraude eleitoral, por meio de produção de fake news, e possíveis abusos cometidos contra os jovens.

De acordo com a PM, a corporação recebeu uma denúncia anônima de que três homens vestidos com camisetas brancas com referência a Lula estariam comercializando entorpecentes em uma viela próxima a um bar. Ainda de acordo com a versão oficial, um deles estaria em posse de uma arma de fogo.

Procurado, Derrite não se manifestou. Na postagem em suas redes sociais, ele parabenizou a ação dos policiais e disse que “crime não pode ser relativizado”. Também defendeu ainda a redução da maioridade penal. Bolsonarista, o senador eleito é apontado como favorito para assumir o Ministério da Segurança Pública em eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).