ELEIÇÕES


‘Parece que é um governo cego’, diz Zema ao criticar segurança no Rio

Em agenda em favela carioca, candidato do Novo defendeu prisão preventiva para reincidentes, anistia a condenados do 8 de Janeiro e cooperação na educação

Foto: Jorge Jesus/MundoBA

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) criticou a política nacional de segurança pública durante visita à favela Tavares Bastos, no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (25). O compromisso de campanha teve como objetivo debater o combate ao crime organizado e projetos sociais com moradores locais.

Acompanhado de André Marinho, postulante do partido ao governo do Estado do Rio de Janeiro, o ex-governador mineiro classificou como ineficiente a atuação do poder público no combate às facções.

“Como que nós vamos ter segurança pública num país se os territórios continuam sendo controlados pelo crime organizado, pelas facções criminosas? Parece que é um governo cego”, declarou Zema.

O postulante defendeu a alteração ada legislação penal com a aplicação de prisão preventiva a partir da terceira infração cometida. Segundo o candidato, o sistema de Justiça atual permite a soltura ágil de infratores e estimula a expansão financeira de grupo s criminosos.

“Na terceira ocorrência, o criminoso vai ter a prisão preventiva decretada. Hoje, a polícia prende e a Justiça solta. Será que esse sistema vai deter a criminalidade? Não vai. O crime organizado está controlando cada vez mais territórios, ganhando bilhões de reais”, disse.

Sobre a pauta judiciária, Zema reforçou a defesa de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, tema abordado em sabatina no Jornal Nacional na segunda-feira (24). O candidato defendeu um julgamento sem interferências políticas e questionou o tamanho das penas aplicadas.

“Alguém que sujou um monumento público pegar 14 anos? Eu não conheço isso em nenhum país civilizado do mundo. E falar em golpe de Estado sem ter tido armas, sem ter tido tiros, eu também desconheço isso em qualquer livro de história”, afirmou.

Na área da educação, a proposta do candidato prevê a expansão nacional do projeto “Mãos Dadas”, implementado em sua gestão no governo de Minas Gerais. A iniciativa estabelece cooperação entre estado e municípios para a gestão de escolas e a alfabetização de alunos.

“Fomos o estado que mais avançou em alfabetização no ano de 2024. Eu, inclusive, fui, no ano passado, lá no Senado receber um troféu por esse avanço. Então, fico muito satisfeito de contribuir. É investimento, é treinar professor, precisamos reconhecer os bons”, completou.

Após a agenda na comunidade Tavares Bastos, Zema participou de sabatina organizada pelo jornal O Globo. Na sequência, o candidato cumpriu compromissos no município de Teófilo Otoni (MG).