ELEIÇÕES


Ministro de Lula defende economia do Brasil e chama Milei de ‘palhaço’ após ataques a Moraes

Durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto, presidente argentino se referiu ao ministro do STF de 'lixo careca'

Fotos: Renato Araújo/Câmara dos Deputados e Reprodução/Redes sociais

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad Durigan, chamou Javier Milei de “palhaço” após o presidente argentino atacar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem se referiu como “lixo careca” por não tê-lo autorizado visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tentativa de golpe de Estado.. A fala de Milei foi feita no sábado (25), durante convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência.

“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, afirmou Durigan na manhã desta segunda (27), em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal.

Ao rebater o argentino, o ministro brasileiro defendeu a condução da economia pelo governo Lula (PT), descartou a possibilidade de recessão em 2027 e disse que o país encerrará o atual mandato com as contas públicas mais equilibradas.

Segundo Durigan, o Brasil apresenta indicadores econômicos mais favoráveis do que a Argentina, com inflação em trajetória de controle, desemprego em mínima histórica, recordes na balança comercial, safra agrícola robusta e redução do desmatamento.

Ao citar projeções sobre uma desaceleração mais intensa da economia e a necessidade de novos ajustes fiscais para conter o avanço da dívida pública, o ministro rejeitou previsões de recessão.

“Como os juros estão altos, a economia tende a desacelerar. Nossa projeção é de crescimento de cerca de 2%. Não é recessão. Falar em recessão é um exagero”, disse.

Durigan também afirmou que parte das análises pessimistas sobre a economia brasileira tem sido utilizada no debate político.

“Em 2022 diziam que o Brasil ia virar a Venezuela, que o risco Brasil ia explodir e que o dólar ia disparar. Hoje o dólar está mais baixo, o risco Brasil está em uma das mínimas históricas e a situação do emprego e da inflação é muito melhor. Estão usando esse discurso de forma eleitoral”, declarou.