ELEIÇÕES


João Roma critica homenagem a Lula em desfile e diz que Carnaval não pode virar ‘palanque político’

Presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia questiona desfile da Acadêmicos de Niterói e afirma que uso de recursos públicos para exaltar o petista “cria desequilíbrio”

Fotos: Assessoria/João Roma e Ricardo Stuckert/PR

 

O presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia e ex-ministro da Cidadania, João Roma (PL), criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite deste domingo (15). Segundo ele, a apresentação ” levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos em eventos com viés político-partidário”.

“Se há recursos federais envolvidos, não é aceitável que isso sirva para construir narrativa política favorável ao próprio presidente. Carnaval é festa do povo, não é peça de marketing institucional. O Carnaval é patrimônio cultural do povo brasileiro, não pode ser transformado em palanque político financiado com dinheiro público. Quando há patrocínio federal envolvido, é preciso ter responsabilidade. Não se trata de cercear a arte ou a liberdade cultural. Trata-se de impedir que recursos públicos sejam usados para promover uma figura política específica. Isso cria um desequilíbrio e fere o princípio da isonomia, principalmente em ano eleitoral”, afirmou Roma.

O líder do PL na Bahia ainda criticou o PT, afirmando que a sigla “não tem escrúpulos quando se trata de transformar tudo em palanque político”.

“Quando você utiliza uma festa popular financiada com dinheiro público para promover o presidente da República, isso deixa de ser manifestação cultural e passa a ser propaganda institucional travestida de arte. Isso é um ataque à institucionalidade do país e mostra que o PT não tem limites nem escrúpulos na utilização da máquina pública para se promover”, disse.

Outro ponto criticado por João Roma foi a forma como o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), foi citado no desfile.

“Além de promover Lula, o desfile ainda tratou Bolsonaro de maneira pejorativa, reforçando uma narrativa política unilateral. Isso é incompatível com o espírito democrático que deveria marcar um evento cultural. É preciso lembrar que quem foi condenado por corrupção foi Lula, não o Bolsonaro. Transformar o Carnaval em palco para atacar um ex-presidente que nunca foi condenado por corrupção e exaltar alguém que já teve condenações anuladas por questões processuais é, no mínimo, uma inversão moral que precisa ser questionada”, afirmou.

Posicionamento do PT

Mais cedo, o Partido dos Trabalhadores (PT) havia se manifestado sobre as críticas da oposição sobre o desfile.

Segundo a sigla , o “enredo apresentado é manifestação típica da liberdade de expressão artística e cultural, plenamente assegurada pela Constituição Federal” e que “não houve participação, financiamento, coordenação ou qualquer ingerência do Partido dos Trabalhadores ou do presidente Lula na concepção ou execução do desfile”.