ELEIÇÕES


Jerônimo diz que ACM Neto terá 2º derrota e cobra quebra de sigilos sobre Vorcaro e Rei do Lixo

Governador afirmou que rival na disputa estadual age com oportunismo ao só declarar apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

Foto: Matheus Morais/MundoBA

 

O governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou nesta quarta-feira (21) que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) sofrerá a sua segunda derrota nas eleições deste ano caso o presidente Lula vença o 2º turno contra Flávio Bolsonaro (PL), no domingo (25).

“Ele já levou uma derrota comigo e com Lula no primeiro turno e vai levar outra. O candidato dele não vai ganhar na Bahia”, declarou Jerônimo em conversa com jornalistas durante a entrega de ônibus escolares para prefeituras do interior.

Ao criticar o que chamou de “oportunismo” de ACM Neto em não declarar apoio a Flávio no primeiro turno, o governador questionou ao rival na corrida estadual se ainda está valendo o voto “LuNeto”—formado por eleitores que o apoiaram ao governo e votaram no petista no dia 4 de outubro.

“Eu espero, repito a vocês, que o voto Lula-Neto que ele pregou continue agora.”

Jerônimo também endossou o desafio de Lula a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para abertura dos sigilos bancário e telefônico. Ele afirmou que ACM Neto faria um favor ao demonstrar à Bahia que “não tem nada a esconder” diante de suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, de quem recebeu R$ 1,34 milhão por serviços de consultoria, de Daniel Vorcaro, e da gestora de recursos Reag,  quem diz ter prestado serviços de consultoria, e o empresário Marcos Moura, o “Rei do Lixo”, cuja ligação envolve supostos direcionamentos em contratos públicos na Prefeitura de Belo Horizonte, segundo a 10ª fase da Operação Overclean.

“Eu pedi isso no primeiro turno. Pedi que ele abrisse as contas, que ele autorizasse a Justiça a tirar do sigilo, porque a Justiça, se ele pedisse, poderia fazer. Poderia abrir o sigilo que estava naquele momento, seja com o ‘Rei do Lixo’, seja com o Vorcaro, seja com que o partido dele, União Brasil, fez com a política, de botar pessoas nas secretarias municipais de Educação e um conjunto de estados. Ele não fez”, disse Jerônimo

Segundo a Polícia Federal, ACM Neto é apontado como principal elo nas fraudes investigadas pela operação ao ter indicado seu ex-secretário de Educação Bruno Barral para assumir a pasta homóloga na capital mineira e favorecer empresários em licitações que somam cerca de R$ 80 milhões. O ex-prefeito nega ter cometido irregularidades. Barral não se manifestou desde a revelação das supostas fraudes.