ELEIÇÕES


Jaques Wagner descarta racha na base e nega negociação envolvendo a presidência da Alba

Senador afirma que unidade do grupo governista será mantida em 2026 e que eventuais disputas internas serão resolvidas dentro da própria aliança

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

 

O senador e ex-governador do estado, Jaques Wagner (PT), minimizou neste domingo (11) possíveis atritos dentro da aliança governista na Bahia para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, o histórico de vitórias do grupo é o principal argumento para a manutenção da unidade.

“Esse grupo é um grupo fértil. Quem entra aqui dentro cresce, quem planta aqui dentro cresce. Então eu não vejo motivo para trabalhar com cisão. É óbvio que tem um aperto, três bons nomes para duas vagas, então a gente vai resolver. Eu continuo dizendo, quem está apostando em racha vai queimar a língua”, afirmou o senador.

Wagner comentou sobre uma possível formação integrada por ele e Rui Costa (PT) para o Senado, além de Jerônimo Rodrigues (PT) para a reeleição à frente do governo do estado. O petista destacou o peso político da provável composição, apelidada pelos eleitores de “puro-sangue”, por reunir apenas membros do Partido dos Trabalhadores.

“Todo mundo reconhece que uma chapa com dois ex-governadores e um governador é uma chapa de muito peso político. Na verdade, ela circula a Bahia inteira. O que é importante é que a Bahia leve dois senadores de muita pujança para defender os interesses do povo brasileiro e do governo do presidente Lula”, explicou o senador.

Wagner também aproveitou para descartar qualquer negociação que envolva a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) ou cargos para a família do senador Angelo Coronel (PSD)em troca de composições na chapa majoritária.

“Nunca negociei, todas as conversas que tive não passou por isso. A família até disse que não tem interesse em vice, e a presidência da Assembleia depende de uma eleição secreta. Eu acho que colocar isso na mesa é inócuo, não tem sentido. Vamos resolver essa questão dentro da chapa mesmo, sem mexer em outros cantos”, disse o petista.

Análise da Oposição

Questionado sobre os movimentos da oposição e a possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência, Wagner afirmou que não interfere na estratégia alheia, mas que entende o movimento feito pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL).

“Eu monto o meu time, o time de lá eles vão montar. O patrimônio eleitoral é do ex-presidente da República e, portanto, esse patrimônio ele vai depositar na mão de quem ele mais confia, por acaso, num filho dele. Não acho que ele está errado. Eu acho que a gente tem que montar o nosso time preparado para ganhar qualquer adversário que vier de lá”, avaliou Wagner.