ELEIÇÕES


Flávio avança nas articulações, e Lula reúne aliados para redesenhar campanha

Candidato do PL busca apoio de lideranças de centro e de governadores; petista reúne aliados em Brasília e define foco da campanha na reta final 

Foto: Assessoria/PL

O primeiro dia após o primeiro turno da eleição presidencial foi marcado por movimentos distintos nas campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto o candidato do PL iniciou articulações para ampliar sua base de apoio para o segundo turno, Lula reuniu aliados em Brasília para avaliar o resultado das urnas e redefinir a estratégia para a etapa final da disputa, marcada para 25 de outubro. 

As informações são da jornalista Jussara Soares, da CNN Brasil. 

Flávio já recebeu o apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e deve se encontrar com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), na tarde desta terça-feira (6). A expectativa é de que Caiado também sinalize apoio ao candidato do PL. 

Nos bastidores, o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), mantém conversas com partidos de centro em busca de novos apoios. Entre as siglas no radar estão a Federação União Progressista e o Podemos. 

ACM Neto sinaliza apoio 

Na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pelo governo estadual, também entrou no radar das articulações nacionais. 

Após a derrota, Neto afirmou que iria a Brasília para discutir com a direção nacional do União Brasil uma posição da legenda sobre o segundo turno presidencial. Embora não tenha citado nominalmente Flávio, o ex-prefeito sinalizou que poderia apoiar o candidato do PL. 

Lula reúne aliados em Brasília 

Do outro lado, Lula dedicou a segunda-feira (5) a reuniões com aliados para fazer uma avaliação do primeiro turno e “recalcular a rota” da campanha. 

O presidente também reuniu integrantes da ala petista da Bahia para discutir os próximos passos da disputa. 

Durante o encontro, Lula afirmou que sua campanha vem arcando com o desgaste provocado, segundo ele, por recentes revelações envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master. 

A avaliação da campanha petista é de que será necessário reforçar a atuação especialmente na região Sudeste, onde a disputa tende a ser decisiva.  

Outro foco será a redução da abstenção. No primeiro turno, 21% dos eleitores aptos não compareceram às urnas, índice que passou a ser considerado um dos principais desafios para as duas campanhas na reta final. 

Com pouco mais de duas semanas até a votação, Flávio busca ampliar sua aliança política, enquanto Lula tenta reorganizar a estratégia para transformar a vantagem obtida no primeiro turno em vitória definitiva nas urnas.