ELEIÇÕES


‘Estou louco para Jerônimo topar debate comigo tête-à-tête’, diz ACM Neto

Ex-prefeito de Salvador foi acusado pelo governador da Bahia de ser arrogante

Fotos: Jorge Jesus/MundoBA

 

O pré-candidato a governador ACM Neto (União Brasil) disse nesta quinta-feira (9) que quer debater com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“Eu estou louco para o governador topar um debate comigo, tête-à-tête, e a gente ter a oportunidade de fazer uma comparação entre o que cada um fez, o legado, as ações, o que mudou de verdade na vida das pessoas, pelo trabalho de cada um”, disse ACM Neto, durante coletiva de imprensa no auditório do SENAI Cimatec, após posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia.

“E deixa no final o eleitor julgar. Há quatro anos, a gente venceu aqui em Salvador com 65% dos votos. Tenho certeza que o povo vai julgar novamente esse ano. Nada melhor do que o julgamento do povo”, continuou ACM Neto, que foi prefeito de Salvador de 2013 a 2020.

ACM Neto respondeu às críticas feitas pelo governador, que o acusou de ser arrogante por classificar o petista como o pior gestor do estado. “Quem diz isso não sou eu, não. Quem diz isso é a população, são as pesquisas, é a avaliação do governo dele”, disse.

“A rejeição de Jerônimo é maior do que a sua aprovação em quase todas as pesquisas, o que é absolutamente inédito para um governador da Bahia”, continuou.

Na sequência, ACM Neto citou áreas sensíveis da administração estadual para justificar as críticas. “A gente olha no que é essencial à vida dos baianos. Prometeu zerar a fila da regulação. Está aí o caos na saúde pública. Prometeu dar segurança ao cidadão. A Bahia é o estado mais violento do Brasil hoje. Prometeu gerar emprego. A Bahia é campeã em desemprego, campeã em pobreza. Essas são as marcas do governo Jerônimo Rodrigues”, disse.

Alianças

Questionado sobre a articulação política e a chegada de novos partidos à base de oposição, ACM Neto falou sobre o fortalecimento do grupo. “Eu acho que a gente está muito bem composto agora com essa chegada importante do Podemos, a gente está com a maioria do tempo de televisão, o que não é comum para quem disputa uma eleição na oposição, como é o nosso caso, contra o sistema de governo”, disse.

“Mas eu acho que é esse sentimento de mudança que reúne e junta esses partidos, que estão, ao meu ver, convencidos da necessidade de a gente construir uma nova história para a Bahia”, disse.