ELEIÇÕES


Cobrança por compromissos com agenda climática cresce na reta final das eleições

Na quinta-feira (1º), por exemplo, em busca de votos do agro, Flávio Bolsonaro prometeu afrouxar leis ambientais,

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Waldemir Barreto/Agência Senado

Uma carta aberta assinada pela Iniciativa Pipa, instituição que une filantropia e favelas, e outras 27 organizações e instituições da sociedade civil cobra dos candidatos à Presidência compromissos mais concretos com a agenda climática e, sobretudo, com o financiamento de iniciativas nos territórios mais vulneráveis. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

A cobrança chega na reta final da campanha, quando o tema climático aparece de forma pouco verificável nos programas dos principais candidatos, e tem praticamente nenhum espaço nos discursos eleitorais, apesar da sequência de eventos climáticos extremos ocorridos nos últimos meses em todo o país.

Na quinta-feira (1º), por exemplo, em busca de votos do agro, Flávio Bolsonaro prometeu afrouxar leis ambientais, depois de já ter relativizado mês passado o aquecimento global.

As organizações defendem que o próximo governo estabeleça critérios claros para a aplicação dos recursos, com prioridade para territórios vulneráveis, transparência sobre os valores destinados à agenda climática e mecanismos para fazer o dinheiro chegar às comunidades em situações de emergência.

A pressão não se restringe ao Planalto. A carta também mira deputados e senadores, que terão participação na definição do Orçamento, na fiscalização dos recursos e na elaboração de leis relacionadas às políticas ambientais e aos mecanismos de financiamento climático.