ELEIÇÕES


Campanha de Lula muda estratégias para reta final do segundo turno 

Petista reformula coordenação, reforça presença nas redes sociais e busca recuperar votos no Nordeste 

Foto: Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou por mudanças após o primeiro turno, com o objetivo de conter conflitos internos e reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL). A 15 dias da votação, a equipe aposta em novas estratégias de comunicação e na mobilização de eleitores. 

Lula reconheceu que esta foi sua campanha “menos organizada” desde 1989. Na reestruturação, o senador Camilo Santana assumiu a coordenação política, Rui Costa ficou responsável pela agenda e o governador do Piauí, Rafael Fonteles, pela comunicação. Edinho Silva segue na coordenação geral. 

Redes sociais e foco no Nordeste 

A campanha pretende ampliar a presença de Lula nas redes sociais, com vídeos mais espontâneos e gravações no formato selfie. Entre quarta (7) e sexta-feira (9), o presidente publicou 13 vídeos nesse estilo. 

Outra prioridade é recuperar votos no Nordeste, onde Lula teve desempenho inferior ao de 2022 em todos os estados. A equipe também planeja intensificar atos no Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Críticas e debates 

As mudanças ocorreram após críticas internas à organização da campanha. O ex-ministro Gilberto Carvalho reconheceu falhas na estratégia, enquanto a ex-senadora Kátia Abreu cobrou maior participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). 

Na agenda dos presidenciáveis, o debate da Band está previsto para 18 de outubro, e o da TV Globo para 23 de outubro. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.