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Bruno Reis divulga fake news e empurra pacientes das UPAs para o Estado, diz secretária de Jerônimo

Roberta Santana critica a gestão municipal da saúde e afirma que prefeitura investe pouco na rede hospitalar municipal

Foto: Eduardo Costa/MundoBA

 

A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, afirmou nesta quinta-feira (13) que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), divulga “fake news” ao criticar a rede estadual de saúde. Segundo ela, falhas na atenção básica da capital estão sobrecarregando as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e hospitais do Estado.

“Por que ele não pergunta por que tem pessoas chegando cada vez mais graves na UPA por falta de assistência, por falta de medicação e por falta de acesso a exames? Que buscam na rede hospitalar ou na rede de urgência e emergência o apoio, a assistência?”, questionou Santana em entrevista à Rádio Baiana FM.

A secretária classificou as declarações do prefeito como “desinformação” e afirmou que ele está “mal informado”. Segundo a secretária, a falta de assistência, medicamentos e acesso a exames na rede municipal tem levado pacientes a buscar atendimento na rede estadual de urgência e emergência.

De acordo com Roberta Santana, enquanto a gestão Jerônimo Rodrigues (PT) mantém 22 hospitais em Salvador, a administração de Bruno Reis (União Brasil) gere apenas dois hospitais municipais, o menor número entre as grandes capitais do Nordeste — ela diz que Fortaleza tem dez, e Recife.

A secretária também critica o fato de a primeira maternidade municipal ter levado 14 anos para ser entregue. Roberta afirma ainda que as unidades citadas pelo prefeito como reforço da rede não funcionam como portas abertas de urgência e emergência.

Para ela, o prefeito inverte a lógica do financiamento do SUS para justificar a própria “omissão”.

“O Estado recebe dinheiro do governo federal e do Ministério da Saúde, porque nós temos 22 hospitais em Salvador. Faça o hospital, prefeito, e você vai receber o recurso. Ou você quer, por acaso, que a gente passe o recurso antes do hospital ser feito?”, indagou a secretária.