ELEIÇÕES


ACM Neto diz que Jerônimo foge de debates por ‘medo’; ex-prefeito faltou à maioria em 2022

Governador confirmou ausência em confrontos marcados para esta quarta (19) e em 27 de agosto

Foto: Assessoria/ACM Neto

 

O ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) foge dos debates eleitorais por “medo” de discutir projetos para o estado. Ele voltou a criticar o petista após confirmação de sua ausência em um debate marcado para esta quarta-feira (19) na rádio Bahia FM e em outro que ocorreria em 27 de agosto na TVE, mas acabou cancelado.

“Depois de fugir do debate da TVE, agora Jerônimo foge do debate da Bahia FM, que estava marcado para hoje. Fugiu de dois debates em uma semana. Afinal, o governador está fugindo de quê? Por que tanto medo de debater a Bahia?”, questionou ACM Neto em suas redes sociais.

O ex-prefeito afirma que, considerando as disputas de 2022 e 2026, Jerônimo amplia para seis as ausências em confrontos entre candidatos ao governo estadual.

Há pouco mais de uma semana, os dois protagonizaram o primeiro debate eleitoral da disputa deste ano.

No pleito de 2022, Jerônimo não compareceu a nenhum dos debates previstos para o segundo turno.

À época, ACM Neto, por sua vez, faltou à maioria dos encontros promovidos por veículos de imprensa na primeira fase da corrida eleitoral, quando liderava com folga as intenções de voto. Ele foi a apenas um —realizado pela TV Bahia e a menos de uma semana da eleição. Naquela ocasião, Jerônimo aparecia colado ao candidato do União Brasil.

A dois dias da decisão de segundo turno, ACM Neto o criticou por faltar ao último debate, também na afiliada da Globo em Salvador, e classificou a atitude como “desrespeito” ao eleitor.

Com a ausência de Jerônimo, o ex-prefeito de Salvador foi entrevistado por 30 minutos, em formato que já havia sido acordado com representantes de ambas as campanhas.

Pesquisa RealTime Big Data mais recente mostra ACM Neto e Jerônimo tecnicamente empatados, respectivamente, com 44% e 42% da preferência do eleitorado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.