ECONOMIA


Vale fecha 4º trimestre com prejuízo bilionário e abaixo das estimativas do mercado

Entre outubro e dezembro de 2025, companhia obteve déficit de US$ 3,8 bilhões

Foto: Site da Vale

 

A Vale encerrou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo bilionário, revertendo o lucro registrado no período anterior, segundo informações do portal Metrópoles. A companhia é uma das empresas com maior peso na Bolsa de Valores do Brasil (B3).

De acordo com a publicação, o resultado ficou bem abaixo da média das estimativas do mercado, que apontavam lucro de US$ 2,457 bilhões no trimestre. No acumulado de 2025, porém, a mineradora registrou lucro de US$ 13,8 bilhões.

Apesar do prejuízo no fim do ano, analistas avaliaram o balanço como positivo, principalmente pelo desempenho do Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — que somou US$ 4,5 bilhões e superou as projeções. As vendas de minério de ferro e cobre também tiveram bom desempenho.

A receita líquida da empresa alcançou US$ 11 bilhões no trimestre, alta de 9% em relação ao mesmo período de 2024 e de 6% na comparação com o trimestre anterior. A dívida líquida expandida ficou em US$ 15,5 bilhões, queda de 5% em base anual.

Segundo a Vale, o prejuízo foi impactado por impairments de US$ 3,5 bilhões nos ativos de níquel da Vale Base Metals, no Canadá, após revisão dos preços de longo prazo do metal. A companhia também registrou baixa de US$ 2,8 bilhões em imposto diferido de subsidiárias.

A mineradora informou ainda que o resultado operacional refletiu provisões adicionais relacionadas à Samarco — controlada por uma joint venture entre a Vale e a BHP — além de menores ganhos com ativos não recorrentes.

Em comunicado, o CEO Gustavo Pimenta afirmou que em 2025 a empresa atingiu ou superou todos os guidances e avançou em prioridades estratégicas. Segundo ele, a Vale alcançou os maiores níveis de produção de minério de ferro e cobre desde 2018 e registrou crescimento de dois dígitos na produção de níquel, apoiada pela maior confiabilidade dos ativos e pelo avanço de projetos como Capanema, Vargem Grande, VBME e Onça Puma.