ECONOMIA


Ultrafarma fecha lojas e aposta em unidade única após prisão do fundador

Rede vai encerrar quatro unidades em São Paulo e concentrar operações em uma loja-conceito

Foto: Divulgação

 

A Ultrafarma anunciou nesta quinta-feira (15) que irá encerrar todas as suas quatro lojas físicas para concentrar as operações em uma única loja-conceito, prevista para ser inaugurada na zona norte de São Paulo. A mudança ocorre cerca de seis meses após a prisão do fundador da empresa, Sidney Oliveira, no âmbito de uma investigação sobre corrupção envolvendo auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado.

Atualmente, as quatro unidades da rede funcionam ao longo da Avenida Jabaquara, na zona sul da capital paulista, região onde a empresa foi criada há aproximadamente 25 anos. A Ultrafarma não informou quando as lojas serão fechadas nem divulgou um cronograma para a abertura do novo espaço.

De acordo com a empresa, a futura loja terá cerca de 3 mil metros quadrados e reunirá farmácia tradicional, setor de manipulação de medicamentos e ótica. A companhia também não esclareceu se a reestruturação resultará em demissões.

A decisão faz parte de um reposicionamento estratégico voltado ao fortalecimento da operação digital. A Ultrafarma pretende ampliar o serviço de entregas rápidas na Grande São Paulo e manter o frete convencional para outras regiões do país, com apoio de um centro de distribuição localizado em Santa Isabel, na Região Metropolitana.

O anúncio ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo, que levou à prisão de Sidney Oliveira em agosto do ano passado. A investigação apura um suposto esquema bilionário de pagamento de propinas e concessão irregular de créditos de ICMS, envolvendo auditores fiscais e empresas do varejo.

Além do fundador da Ultrafarma, a operação também prendeu Mário Otávio Gomes, diretor estatutário do grupo Fast Shop. Ambos foram liberados posteriormente. Segundo o MP, o esquema beneficiava empresas por meio de ressarcimentos indevidos do imposto. Um dos principais alvos da investigação é Artur Gomes da Silva Neto, então supervisor da Diretoria de Fiscalização da Secretaria da Fazenda paulista, apontado como operador central do esquema.