ECONOMIA


Produtos da Semana Santa em Salvador têm alta puxada pelo ovo de galinha, aponta estudo

Levantamento da SEI mostra aumento recorrente de itens típicos no período, com destaque para proteínas substitutas e ingredientes regionais

Foto: Jean Vagner/SEI/Gov-BA

 

Um estudo da Superintendência de Estudos Econômicos (SEI) revelou que produtos tradicionais da Semana Santa na Região Metropolitana de Salvador costumam registrar alta de preços no período, com o ovo de galinha entre os principais responsáveis pela pressão inflacionária. A análise considera dados do IBGE, com base no IPCA, entre 2023 e 2026.

De acordo com o levantamento, o ovo de galinha, principal alternativa à carne vermelha durante a Quaresma, apresenta aumentos frequentes entre fevereiro e março. Em 2025, por exemplo, o produto chegou a subir quase 18% em fevereiro e mais de 12% em março. Em 2026, após queda em janeiro, já voltou a subir 4,15% em fevereiro.

Outros itens também acompanham esse movimento. O coentro registrou variações expressivas ao longo dos anos, enquanto pescados como a corvina acumulam altas em períodos próximos à celebração. Por outro lado, a merluza aparece como alternativa mais acessível, com quedas recentes nos preços.

O azeite de oliva segue tendência de alta contínua desde 2023, influenciado não apenas pela sazonalidade, mas também por fatores externos. Já a farinha de mandioca apresenta comportamento mais instável, alternando entre altas e quedas nos diferentes anos analisados.

Curiosamente, produtos industrializados típicos da Páscoa, como chocolates e bombons, não apresentaram aumentos significativos no período em Salvador, registrando inclusive quedas em anos anteriores e leve alta em 2026.

Segundo a SEI, o aumento dos preços está relacionado principalmente à maior demanda por alimentos específicos durante a Semana Santa, além da restrição ao consumo de carne vermelha, o que concentra a procura em determinados produtos e pressiona os valores no mercado.