ECONOMIA


Produção brasileira de café deve crescer 17,1% em 2026, projeta Conab

Segundo a companhia, o país deve renovar o recorde de 2020, quando 63,1 milhões de sacas foram produzidas

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

A produção brasileira de café deve crescer 17,1% em 2026 e alcançar 66,2 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com a projeção feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgada nesta quinta-feira (5). Se confirmado o resultado, o país deve renovar o recorde registrado em 2020, quando foram produzidas 63,1 milhões de sacas.

O aumento na produção é influenciado pela expansão de 4,1% na área cultivada, estimada em 1,9 milhão de hectares nesta temporada, segundo o órgão.

Segundo a Conab, o crescimento da produção tem como base, além do ciclo de bienalidade positiva, a entrada de novas áreas em produção, o maior uso de tecnologias e insumos e as condições climáticas mais favoráveis.

Na Bahia, o crescimento previsto é de 4%, com estimativa de 4,6 milhões de sacas colhidas, projeta a Conab.

Comparada à safra de 2024, também considerada de bienalidade positiva, quando foram produzidas 54,2 milhões de sacas, a safra de 2026 apresenta um expressivo aumento de 22,1%.

A Conab projeta uma colheita de 44,1 milhões de sacas de café arábica, um crescimento de 23,3% em relação ao ciclo anterior. A alta é explicada pelo aumento da área em produção, pelas condições climáticas mais favoráveis e pelo efeito da bienalidade.

A produção de café conilon também deve crescer, com expectativa de 22,1 milhões de sacas, alta de 6,4% em relação a 2025. O aumento é atribuído à expansão da área cultivada e ao clima favorável observado até o momento. A tendência de crescimento atinge ambas as variedades de café.

Em Minas Gerais, principal estado produtor do país, a produção é estimada em 32,4 milhões de sacas. Em São Paulo, importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas.

Com o aumento na produção, a expectativa é de que os preços do café caiam 5,3% em 2026, estima Francisco Pessoa Faria, pesquisador associado da FGV Ibre, braço de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em 2025, os preços do café estiveram entre os principais vilões da inflação. O café moído acumulou alta de 35,68%, enquanto o solúvel subiu 25,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).