ECONOMIA


Presidente do Itaú critica defasagem na regulação do FGC

Milton Maluhy Filho aponta assimetria de responsabilidades, diz que grandes bancos arcam com o custo das quebras e defende limites à alavancagem e maior compartilhamento de risco por distribuidoras

Foto: Divulgação/Itaú

 

O presidente do Itaú, Milton Maluhy Filho, afirmou que a regulação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está defasada em relação às transformações do mercado financeiro.

Segundo ele, há uma assimetria de responsabilidades no modelo atual, em que plataformas e distribuidoras obtêm elevadas comissões com a venda de ativos de maior risco, como os do Banco Master, enquanto os grandes bancos acabam arcando com a maior parte dos custos para recompor o fundo em casos de quebra de instituições.

De acordo com Maluhy, o Itaú nunca distribuiu CDBs do Master porque a instituição reprovou nos critérios técnicos internos, que avaliam a sustentabilidade do modelo de negócio e a governança, e não apenas a garantia do FGC.

O presidente da instituição defende que a regulação limite a alavancagem baseada exclusivamente em depósitos garantidos e exija que distribuidores compartilhem o risco, evitando que “taxas fora de mercado” mascarem operações insustentáveis.