ECONOMIA


Preço do boi sobe na B3 e acumula quase 5% em fevereiro

Principais produtos da balança comercial brasileira registram movimentos distintos nas bolsas nesta sexta-feira (13)

Foto: Reprodução/Acrimat

 

Três importantes produtos da balança comercial brasileira apresentam desempenhos diferentes nos mercados nesta sexta-feira (13), com alta para o boi gordo, recuo da soja e recuperação do café arábica no exterior.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo abriu o dia mantendo a trajetória de alta. O movimento acompanha o cenário no campo, onde a indústria frigorífica enfrenta dificuldade para fechar as escalas de abate. As chuvas em boa parte do país favoreceram a formação das pastagens, o que aumenta o poder de retenção do pecuarista, que pode segurar os animais à espera de preços mais atrativos.

No mercado físico, o indicador Cepea aponta valorização de quase 5% da arroba em fevereiro, com negócios em torno de R$ 342,95 em São Paulo. Com o ágio pago pelo chamado “boi China”, categoria destinada à exportação e formada por animais jovens de até 30 meses, há negociações pontuais acima de R$ 350 por arroba.

Soja

Já a soja opera em queda na Bolsa de Chicago, após ter acumulado ganho superior a 1% no pregão anterior e alcançado a melhor cotação dos últimos dois meses, com o contrato de maio a US$ 11,46 por bushel.

A valorização ao longo da semana foi impulsionada pela expectativa de aumento das vendas para a China. No entanto, analistas avaliam que o preço do grão norte-americano pode limitar novos avanços, já que é considerado elevado para a demanda chinesa. Nesse contexto, a soja brasileira ganha competitividade ao reunir produtividade, qualidade e preços mais atrativos.

Café

O café arábica também mostra reação no mercado internacional. Na quinta-feira (12), os contratos com vencimento em maio registraram alta acumulada de 1,65% na Bolsa de Nova York.

Segundo analistas, a valorização do real frente ao dólar estimulou o encerramento antecipado de posições, o que contribuiu para a alta. Apesar da recuperação recente, o café arábica chegou a atingir nesta semana a menor cotação dos últimos seis meses.