ECONOMIA


Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e reação após quedas recentes

Alta do WTI e do Brent reflete cautela do mercado diante do risco geopolítico, apesar da expectativa de superoferta em 2026

Foto: Pixabay

 

O petróleo fechou a sexta-feira (16) em alta, sustentado pelo aumento das tensões no Oriente Médio e por um movimento de recuperação após perdas recentes. O mercado reagiu a notícias envolvendo Estados Unidos e Irã, enquanto investidores seguem atentos aos riscos de oferta no curto prazo, em um cenário ainda marcado por cautela.

Na bolsa de Nova York, o WTI para fevereiro avançou 0,42%, a US$ 59,44 o barril. Já o Brent para março, negociado em Londres, subiu 0,58%, cotado a US$ 64,13. No acumulado da semana, os contratos registraram alta de 0,54% e 1,25%, respectivamente. 

Analistas avaliam que a falta de avanços nas negociações entre Rússia e Ucrânia e a possibilidade de novas sanções ao Irã continuam dando algum suporte aos preços, embora os riscos geopolíticos mais agudos tenham perdido força momentaneamente. Declarações recentes do presidente dos EUA, Donald Trump, também entraram no radar do mercado.

Apesar do alívio pontual, projeções indicam um cenário de superoferta global em 2026, o que tende a limitar ganhos mais consistentes. Agências de risco apontam que eventuais interrupções na produção do Irã ou mudanças na oferta da Venezuela podem ser absorvidas pelo mercado, mantendo a volatilidade elevada, mas com impacto restrito sobre os preços.