ECONOMIA


Pesquisa: 62% dos trabalhadores usam salário para completar alimentação mesmo com vale

Levantamento “Retrato do Trabalhador Formal” foi realizado em fevereiro pela Pluxee com mais de 1.200 pessoas

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 

No mês do Dia do Trabalhador, um levantamento da Pluxee detalha um desequilíbrio crescente no mercado formal: as empresas ampliam a oferta de benefícios, mas o bolso do trabalhador segue apertado quando o assunto é alimentação. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.

De acordo com a pesquisa, apesar de os profissionais receberem, em média, 4,65 benefícios em 2026 (acima dos 4,28 em relação ao ano anterior), 62% ainda precisam tirar dinheiro do próprio salário para completar os gastos com alimentação. No caso do vale-refeição, 44% dizem que o valor também já não dá conta.

Mais: em 2019, o vale-refeição cobria, em média, 18 dias úteis do mês; agora, não passa de 10. Ou seja, a inflação corroeu o poder de compra sem que o reajuste acompanhasse.

Segundo a publicação, o dado cria um paradoxo: nunca se ofereceu tanto benefício, mas nunca eles pareceram tão insuficientes. Ainda assim, seguem no topo da lista de prioridades dos trabalhadores.

Cerca de 49% dos entrevistados citam preferência pelo vale-alimentação e 31% pelo vale-refeição. Esses benefícios também se consolidam como os mais oferecidos pelas empresas, com 61% disponibilizando vale-alimentação e 44% vale-refeição.

O levantamento “Retrato do Trabalhador Formal” foi realizado em fevereiro pela Pluxee com mais de 1.200 pessoas.