ECONOMIA


Ouro sobe quase 3% com tarifa de Trump e incertezas globais

Metal avança na Comex impulsionado por busca por ativos seguros e queda do dólar

Foto: Reprodução/Pixabay

 

O contrato mais líquido do ouro encerrou a sessão desta segunda-feira (23) com alta próxima de 3%, em meio ao aumento das incertezas econômicas que reforçaram a busca pelo metal como ativo de proteção. A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de estabelecer uma tarifa global de 15% contribuiu para o movimento, além de pressionar o dólar, o que torna o ouro, cotado na moeda norte-americana, mais atrativo para investidores que operam com outras divisas. Persistem ainda preocupações geopolíticas, especialmente em relação ao Oriente Médio.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, o ouro para abril fechou em alta de 2,85%, a US$ 5.225,6 por onça-troy.

A prata para março avançou 5,14%, cotada a US$ 86,57 por onça-troy.

“Os mercados ficaram instáveis depois que Trump anunciou a imposição de uma tarifa global de 15%, após uma decisão da Suprema Corte que limitou seus poderes de emergência no comércio, lançando dúvidas sobre acordos comerciais recentemente negociados e provocando reações cautelosas de importantes parceiros”, afirma Soojin Kim, do MUFG. “A recuperação do ouro continua sendo sustentada por tensões geopolíticas persistentes, preocupações com ativos tradicionais e riscos renovados no Oriente Médio.”

O Departamento de Estado dos Estados Unidos determinou a retirada de funcionários não essenciais e familiares elegíveis da Embaixada americana em Beirute, no Líbano, diante da escalada das tensões com o Irã e da possibilidade de ação militar na região.

No campo técnico, o Société Générale observa que, apesar de uma forte correção no fim do mês passado, o ouro permaneceu acima da média móvel de 50 dias. O rompimento do limite superior dessa faixa indica possibilidade de continuidade da recuperação, com projeções entre US$ 5.285 e US$ 5.310. Em caso de ajuste pontual, a linha de tendência ascendente próxima a US$ 4.950 pode atuar como suporte.

Com informações Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo