ECONOMIA


Ouro sobe mais de 3% e renova recorde com tensão entre EUA e Europa

Disputa envolvendo a Groenlândia impulsiona busca por ativos seguros e fortalece alta dos metais preciosos

Foto: Reprodução/Pixabay

 

O ouro registrou forte valorização nesta terça-feira (20), com alta superior a 3%, e alcançou um novo recorde histórico ao ultrapassar, pela primeira vez, a marca de US$ 4.700 por onça-troy. O movimento foi impulsionado pela escalada da tensão entre os Estados Unidos e a União Europeia, em meio à disputa política envolvendo a Groenlândia, o que elevou a aversão ao risco nos mercados globais.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para fevereiro encerrou o dia em alta de 3,71%, cotado a US$ 4.765,80 por onça-troy. A valorização foi acompanhada por uma desvalorização do dólar, fator que torna os metais preciosos mais atrativos para investidores que operam em outras moedas.

Segundo o Commerzbank, o acirramento do discurso do presidente dos EUA contra aliados europeus têm enfraquecido a confiança no dólar como ativo de proteção, direcionando investidores para o ouro, visto como um porto seguro “imune à influência de políticos e bancos centrais”. O banco destaca ainda o aumento expressivo dos fluxos para fundos de índice (ETFs) lastreados em ouro, que somaram mais de 800 toneladas no último ano, o segundo maior volume já registrado.

O movimento ocorre em paralelo à saída de capitais de ativos americanos, em meio às incertezas geopolíticas e fiscais. Nesta terça-feira, um fundo de pensão da Dinamarca anunciou a venda de títulos do Tesouro dos EUA, citando preocupações com a situação financeira do governo norte-americano. Além do ouro, outros metais preciosos também avançaram, com destaque para a prata, que subiu quase 7% e também renovou máxima histórica.