ECONOMIA


Ouro fecha em alta acima de 1% mesmo com payroll forte e sinais de demanda aquecida

Metal é impulsionado por compras de bancos centrais e tensões geopolíticas, apesar de juros elevados por mais tempo nos EUA

Foto: Reprodução/Pixabay

 

O ouro encerrou esta quarta-feira (11) com valorização superior a 1%, mesmo após a divulgação de um payroll forte nos Estados Unidos, que reduziu as expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed). O resultado, que normalmente pressiona o metal precioso, foi compensado por sinais consistentes de demanda, especialmente por parte de bancos centrais.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para abril subiu 1,34%, a US$ 5.098,5 por onça-troy. A prata também avançou com força: o contrato para março teve alta de 4,40%, a US$ 93,920 por onça-troy. A valorização ocorreu mesmo com a alta dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo e com a força do dólar no início do dia.

Analistas apontam que, além das compras institucionais, as tensões geopolíticas, como as negociações envolvendo o programa nuclear do Irã, seguem dando suporte aos preços. A avaliação é de que, apesar do cenário de juros mais altos por mais tempo nos EUA, a demanda estrutural, sobretudo de bancos centrais, continua sustentando o movimento de alta do metal.