ECONOMIA


Obras rodoviárias pedem remanejamento de R$2,7 bi para setor

Entidade enviou à Casa Civil levantamento de obras do DNIT que poderiam receber recursos adicionais em 2026; Maior parcela dos recursos seria destinada à manutenção de rodovias

Foto: Will Recarey

 

Em carta, a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) pediu à Casa Civil que avalie o remanejamento de recursos do Novo PAC com baixa perspectiva de execução em 2026 para obras e serviços em rodovias federais.

Segundo levantamento da entidade, empreendimentos sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) poderiam receber R$2,73 bilhões adicionais até o fim deste ano.

A proposta, à qual a CNN Brasil teve acesso, foi encaminhada à Casa Civil, com cópia para a Secretaria Especial do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A associação defende uma avaliação técnica das programações do PAC para identificar recursos que possam ser direcionados a contratos em andamento, com obras e serviços já mobilizados e condições demonstradas de execução.

A maior parcela dos recursos indicados pela ANEOR seria destinada à manutenção de rodovias. Do total de R$ 2,728 bilhões, R$1,740 bilhão seria direcionado para manutenção, R$708 milhões para construção e adequação de rodovias e outros R$ 280 milhões para manutenção emergencial.

O levantamento apresentado pela Aneor discrimina as demandas por estado e, nos casos de construção e adequação, também relaciona os empreendimentos que poderiam receber os recursos adicionais.

Para a associação, a identificação de contratos já em andamento permitiria direcionar o orçamento para obras com capacidade de execução ainda neste ano. A entidade afirma que a proposta busca transformar recursos disponíveis em investimentos efetivos, sem deixar de considerar as prioridades dos demais setores do PAC.

“Estamos apresentando uma demanda identificada, com obras e serviços que, segundo o levantamento da Aneor, têm condições de receber recursos adicionais e ampliar a execução ainda neste ano. O objetivo é transformar orçamento disponível em investimentos efetivos nas rodovias, respeitando as prioridades do PAC e as necessidades dos demais setores”, afirma Danniel Zveiter, presidente da associação.