ECONOMIA


Mercado de trabalho baiano registra 6.124 novos empregos com carteira assinada em janeiro

Bahia tem desempenho superior ao do Brasil e do Nordeste em termos proporcionais, apesar de saldo menor que o de 2025

Foto: Marcello Casal/JrAgência Brasil

 

A Bahia registrou a criação de 6.124 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, resultado da diferença entre 84.539 admissões e 78.415 desligamentos. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Apesar do saldo positivo, o desempenho ficou abaixo do registrado em janeiro do ano passado, quando o estado havia gerado 8.149 vagas. Com o resultado mais recente, a Bahia passou a contar com 2.238.216 vínculos celetistas ativos, crescimento de 0,27% em relação ao mês anterior.

Quatro dos cinco grandes setores econômicos apresentaram saldo positivo no período. O segmento de Serviços liderou a geração de empregos, com 4.324 novas vagas. Na sequência aparecem Construção (+2.722), Indústria geral (+1.022) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+980). O único resultado negativo veio do setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que perdeu 2.924 postos.

No cenário nacional, o Brasil abriu 112.334 vagas formais em janeiro, enquanto o Nordeste registrou saldo positivo de 6.134 postos. Em termos proporcionais, a Bahia apresentou crescimento de 0,27%, acima da média nacional (0,23%) e regional (0,07%).

Segundo o especialista da SEI, Luiz Fernando Lobo, embora o resultado indique expansão e desempenho relativo superior ao do país e da região, há uma desaceleração em comparação ao mesmo período de 2025, o que exige atenção para os próximos meses.

Entre as 27 unidades da Federação, 18 registraram aumento do emprego formal. A Bahia apresentou o oitavo maior saldo absoluto e a décima maior variação relativa. No Nordeste, cinco estados tiveram saldo positivo, com destaque para Maranhão (+2.516), Rio Grande do Norte (+1.164), Pernambuco (+889) e Sergipe (+293). Em termos proporcionais, o Maranhão liderou com alta de 0,36%, enquanto a Bahia ficou na segunda posição.