ECONOMIA


Lucro das estatais federais soma R$ 136,3 bilhões no 3º trimestre de 2025, aponta MGI

Resultado é 22,5% maior que o registrado no mesmo período de 2024; Petrobras responde por quase 70% do total

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) informou nesta quinta-feira (29) que as empresas estatais federais registraram lucro de R$ 136,3 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O desempenho representa um crescimento de 22,5% em relação aos primeiros nove meses de 2024.

Desse total, a Petrobras (PETR4) concentrou R$ 94,6 bilhões, o equivalente a 69,4% do lucro apurado. Excluindo a estatal petroleira, o lucro das demais empresas foi de R$ 41,8 bilhões no período.

O levantamento considera os resultados de 39 das 44 estatais federais. Ficaram de fora cinco companhias cujos dados do terceiro trimestre não estavam disponíveis até o fechamento do boletim: CBTU, Ceagesp, Ceasa Minas, CDRJ e CPRM.

Entre as 27 estatais não dependentes do Tesouro Nacional, 24 divulgaram balanços até setembro. Dessas, 21 registraram lucro e três apresentaram prejuízo.

No faturamento, as estatais alcançaram R$ 1,017 trilhão no terceiro trimestre, alta de 6,3% em comparação com igual período de 2024. Três empresas concentraram 90,7% desse total: Petrobras, com 46,9% (R$ 477 bilhões); Banco do Brasil (BBAS3), com 24,2% (R$ 246,7 bilhões); e Caixa Econômica Federal, com 19,6% (R$ 199,5 bilhões).

Em relação à remuneração aos acionistas, as estatais pagaram R$ 65 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no acumulado do terceiro trimestre de 2025. Desse montante, R$ 33 bilhões foram destinados à União e R$ 32 bilhões aos demais acionistas.

Os maiores pagamentos foram realizados pela Petrobras, responsável por 57,4% do total (R$ 37,3 bilhões), seguida pelo BNDES, com 20,5% (R$ 13,3 bilhões), e pelo Banco do Brasil, com 13,3% (R$ 8,7 bilhões). Na comparação com o mesmo período de 2024, houve queda de 31,8% no volume de dividendos e JCP pagos.

Segundo o MGI, o boletim passa a ter periodicidade trimestral, com divulgações referentes ao primeiro, segundo e terceiro trimestres. Os dados do quarto trimestre serão consolidados em relatório anual, a ser publicado posteriormente.

Com informações do InfoMoney