ECONOMIA


Itaú perdeu mais de R$ 21 bilhões com empresas em recuperação judicial

Banco aparece entre os principais credores de grandes grupos que enfrentaram crises financeiras

Foto: Reprodução/Itaú

 

O Itaú acumulou ao menos R$ 21,19 bilhões em exposição a empresas que recorreram à recuperação judicial na última década. O valor está relacionado a créditos envolvidos em processos de grandes companhias que enfrentaram crises financeiras e, em muitos casos, tiveram parte das dívidas transformadas em prejuízo para o banco. A informação é da coluna Dinheiro & Negócios, do Metrópoles.

Nos últimos 15 anos, o Itaú passou a figurar com frequência entre os maiores credores de recuperações judiciais de grandes empresas do país. Um dos principais casos foi o das Americanas, cuja dívida com o banco, incluindo fundos ligados ao Itaú Unibanco, chegou a R$ 4,3 bilhões na primeira lista de credores divulgada em 2023, montante que corrigido pelo IPCA ultrapassa R$ 5 bilhões.

Na recuperação judicial da Odebrecht, ainda restam R$ 7,335 bilhões a serem pagos ao banco, segundo a lista mais recente de credores. Já nas duas recuperações judiciais da Oi, os valores cobrados pelo Itaú somaram R$ 5,088 bilhões, também corrigidos.

Outro caso de destaque foi o da Sete Brasil, que teve a falência decretada. Na ocasião, o banco cobrava R$ 2,157 bilhões em créditos sem garantia, posteriormente vendidos para uma empresa especializada.

A lista ainda inclui dívidas relacionadas a empresas como Ambipar, Light e Grupo Schahin. Somados, os valores chegam aos R$ 21,19 bilhões em exposição.

Segundo o levantamento, o montante pode ser ainda maior, já que o Itaú passou a antecipar prejuízos nos últimos anos com a venda de carteiras consideradas de alto risco antes da conclusão dos processos judiciais.