ECONOMIA


Governo avalia aporte de até R$ 2 bilhões para ampliar crédito a empresas

Medida prevê reforço em programa operado pelo BNDES e facilitação na renegociação de dívidas

Foto: André Telles/BNDES

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda realizar um aporte de até R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para empresas. A proposta, ainda em fase de elaboração, deve integrar um pacote mais amplo voltado à redução do endividamento de famílias e negócios.

A iniciativa será operacionalizada por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O plano prevê ampliar a oferta de financiamentos com garantia da União para micro, pequenas e médias empresas, especialmente aquelas com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Entre as mudanças em estudo estão o alongamento dos prazos de pagamento, que podem passar de até 7 para até 10 anos, além do aumento do limite de garantia por instituição financeira. O governo também avalia eliminar a cobrança do Encargo por Concessão de Garantia (ECG) para empresas que renegociarem dívidas, como forma de estimular a regularização financeira.

Outra proposta é flexibilizar o uso dos recursos, permitindo que o crédito obtido seja utilizado, inclusive, para quitar débitos anteriores. A expectativa é que as medidas ajudem a destravar a demanda por financiamento e impulsionar a atividade econômica.