ECONOMIA


Exportações baianas tiveram queda de 3,2% em 2025

Queda nos preços das commodities e cenário internacional adverso pressionaram vendas externas, apesar do avanço no volume exportado

Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

 

Sob um cenário internacional marcado por incertezas econômicas, as exportações da Bahia somaram US$ 11,52 bilhões em 2025 (dados sujeitos a revisão), o que representa uma queda de 3,2% em relação ao ano anterior. As importações alcançaram US$ 9,31 bilhões, com recuo de 12,8%, garantindo ao estado um saldo comercial positivo de US$ 2,21 bilhões, conforme análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados do MDIC.

O resultado negativo das vendas externas foi puxado, principalmente, pela redução de 5,4% nos preços médios dos produtos exportados. O movimento reflete a desaceleração do crescimento econômico global após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que impactou os preços das commodities, base da pauta exportadora baiana, e aumentou a cautela de investidores e agentes econômicos.

Apesar desse contexto, o volume embarcado reagiu no último trimestre e fechou o ano com alta de 2,3%, impulsionado pelo bom desempenho da safra agrícola e pelo aumento dos embarques para a China, especialmente de soja. O avanço, no entanto, não foi suficiente para compensar a perda de valor provocada pela queda dos preços, pela valorização do real frente ao dólar e pelo aumento dos custos de produção.

No recorte setorial, a indústria de transformação registrou retração de 6% no valor exportado, enquanto o agronegócio apresentou crescimento em volume e alcançou recordes em produtos como soja, algodão, cacau e café. A China manteve-se como principal destino das exportações baianas em 2025, enquanto os Estados Unidos tiveram queda no valor das compras, mesmo com aumento no volume de produtos não afetados pelas tarifas.