ECONOMIA


Em anos eleitorais, Selic subiu 48% sob Bolsonaro e caiu 8% sob Lula

Taxa básica de juros passou de 9,25% para 13,75% em 2022 e, em 2026, caiu de 15% para 13,75%

Foto: Rovena Rosa/EBC e Divulgacao

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu nesta quarta-feira (16) a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, o quinto corte consecutivo em 2026, levando a uma queda acumulada de 1,25 ponto percentual desde o início do ano, quando a taxa estava em 15%.

A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e funciona como o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação e guiar todas as outras taxas de juros do país.

A redução representa uma queda de 8,3% na Selic em 2026, ano de eleição presidencial e de tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A trajetória é diferente da registrada no último ano eleitoral em que Jair Bolsonaro (PL) disputou a reeleição, em 2022.

Naquele ano, a Selic subiu de 9,25% para 13,75% ao ano. O aumento de 4,5 pontos percentuais corresponde a uma alta de 48,6% na taxa básica de juros. As decisões foram tomadas pelo Copom, então presidido por Roberto Campos Neto.

Em 2026, a taxa estava em 15% em janeiro e passou por cinco reduções: 14,75% em março, 14,50% em abril, 14,25% em junho, 14% em agosto e 13,75% em setembro.

Em 2022, a Selic começou o ano em 9,25% e subiu para 10,75% em fevereiro, 11,75% em março, 12,75% em maio e 13,25% em junho. Em agosto, chegou a 13,75% e permaneceu nesse nível em setembro.