ECONOMIA


Dólar cai para R$ 5,01 e Bolsa supera 208 mil pontos 

Moeda americana recuou 0,58%, enquanto o Ibovespa avançou 1,57% com entrada de capital estrangeiro e expectativas eleitorais 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O dólar fechou em queda de 0,58% nesta terça-feira (20), cotado a R$ 5,019, valor equivalente a R$ 5,01. Já o Ibovespa avançou 1,57%, aos 208.295,98 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado pela desvalorização da moeda norte-americana no exterior, pela entrada de investimentos estrangeiros e pelas expectativas em torno da disputa presidencial. 

No cenário internacional, a queda do petróleo também contribuiu para o maior apetite por risco. 

Dólar acumula queda no ano 

A moeda norte-americana registrou o terceiro pregão consecutivo de baixa frente ao real e chegou a se aproximar de R$ 5 durante a sessão. Em outubro, acumula recuo de 3,02%, enquanto a queda em 2026 chega a 8,56%. 

No exterior, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,26% no fim da tarde. Dados mais fracos do setor imobiliário dos Estados Unidos e as expectativas sobre os juros americanos contribuíram para o movimento. 

A redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos também favoreceu mercados emergentes, como o brasileiro, ao tornar outros investimentos relativamente mais atrativos. 

Bolsa supera 208 mil pontos 

O Ibovespa encerrou o pregão aos 208.295,98 pontos, com alta de 1,57%. Durante a sessão, chegou à máxima de 208.941,57 pontos, avanço de 1,88%. 

O resultado levou o índice ao maior patamar desde 9 de outubro. A entrada de capital estrangeiro e as expectativas sobre juros e atividade econômica ajudaram a impulsionar as ações. 

Petróleo registra queda 

O petróleo Brent, referência internacional, fechou em queda de 0,69%, cotado a US$ 108,79 por barril. 

A baixa ocorreu em meio a notícias sobre possíveis avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã para um acordo relacionado ao conflito no Oriente Médio. A expectativa de redução das tensões diminuiu parte da pressão sobre os preços. 

A cotação do petróleo influencia os custos de energia e transporte e pode afetar a inflação global. Uma queda prolongada tende a aliviar essas pressões e influenciar as decisões sobre juros nas principais economias.