ECONOMIA


Dólar cai com relativa trégua na cotação do petróleo; Bolsa sobe

Apesar da calmaria no mercado, guerra no Oriente Médio já pressiona projeções de inflação no Brasil

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

O dólar fechou a segunda-feira (16) em queda de 1,60% frente ao real, cotado a R$ 5,22. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,25%, encerrando o pregão aos 179,8 mil pontos e interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de perdas.

Segundo o portal metrópoles, o desempenho positivo foi acompanhado por um dia de maior tranquilidade nos mercados de câmbio e ações, embora investidores ainda mantenham cautela diante das incertezas provocadas pela guerra no Oriente Médio.

O principal fator de influência sobre os mercados continua sendo o impacto do conflito nos preços internacionais do petróleo. Nesta segunda, a commodity registrou queda, o que ajudou a reduzir a tensão entre os investidores.

Por volta das 16h50, o barril do tipo Brent crude oil, referência global, recuava 3,20%, negociado a US$ 99,7 nos contratos para maio. Pela manhã, o preço havia chegado a US$ 106. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, caía 4,80%, cotado a US$ 92,1.

Os preços do petróleo haviam disparado após o início dos confrontos no Oriente Médio, no fim de fevereiro, quando a cotação saltou de cerca de US$ 73 por barril para mais de US$ 100, chegando a se aproximar de US$ 120.

A alta recente da commodity já começa a refletir nas projeções econômicas. No Brasil, economistas elevaram a estimativa de inflação para 2026, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda pelo Banco Central do Brasil.

De acordo com o levantamento semanal, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,91% para 4,10% ao final deste ano, refletindo, entre outros fatores, a pressão exercida pela valorização do petróleo sobre os preços globais.