ECONOMIA


Cesta básica de Salvador sobe 0,05% em fevereiro e passa a custar R$ 579,39

Feijão e ovos puxam alta, enquanto frango, leite e arroz registram queda

Foto: Jean Vagner/SEI

 

A Cesta Básica de Salvador apresentou leve alta de 0,05% em fevereiro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O custo médio passou a R$ 579,39, um aumento nominal de R$ 0,31 em relação a janeiro. A pesquisa considerou 3.329 cotações de preços em 92 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Dos 25 produtos analisados, 11 tiveram aumento, com destaque para feijão (10,63%), carne de sertão (6,65%), ovos (6,11%), queijo muçarela (5,64%) e café moído (5,31%). Em contrapartida, 14 itens apresentaram redução, como maçã (-9,41%), frango (-9,07%), leite (-4,95%), batata inglesa (-4,67%) e arroz (-2,93%).

De acordo com o economista Denilson Lima, da SEI, o comportamento da oferta e da demanda foi determinante para o resultado do mês. O feijão carioca teve elevação expressiva em razão da baixa disponibilidade e da procura aquecida. Já a carne bovina segue pressionada pela restrição na oferta de animais para abate e pelas exportações em alta. Os ovos também subiram, impulsionados pela demanda maior no período que antecede a Quaresma, enquanto o frango teve queda de preço devido à oferta elevada e consumo interno mais fraco.

O conjunto de itens tradicionalmente consumidos no almoço, como feijão, arroz e carnes, teve alta de 1,35% e representou 34,57% do custo total da cesta. Já os produtos típicos do café da manhã subiram 0,12%, respondendo por 35,15% do valor final.

Em fevereiro, um trabalhador soteropolitano precisou de 85 horas de trabalho para adquirir a cesta básica, comprometendo 38,64% do salário mínimo líquido de R$ 1.499,43, após o desconto da contribuição previdenciária. O boletim completo pode ser consultado no site da SEI.