ECONOMIA


Café sobe 1,71% na Bolsa de Nova York com redução dos estoques internacionais

Contrato futuro do arábica para dezembro foi negociado a US$ 2,92 por libra-peso

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

 

Os contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta segunda-feira (2) em alta na Bolsa de Nova York. O contrato com vencimento em dezembro registrou valorização de 1,71%, sendo negociado a US$ 2,92 por libra-peso. As informações são da CNN Money.

De acordo com análise da Barchart, o avanço das cotações está relacionado principalmente à redução dos estoques disponíveis da commodity no mercado internacional. No mesmo pregão, o café robusta também apresentou valorização e alcançou a maior cotação em uma semana.

Os estoques certificados de café arábica na ICE (Intercontinental Exchange) recuaram para 222.035 sacas na última quarta-feira (28). O volume representa o menor patamar em aproximadamente um mês e meio e permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro.

Apesar da chegada de café brasileiro aos armazéns monitorados pela ICE, os volumes ainda não aparecem de maneira expressiva entre os estoques certificados da bolsa, o que mantém a preocupação com a disponibilidade do produto.

Na contramão do arábica, os estoques de café robusta apresentaram crescimento significativo desde o início de outubro. Na quinta-feira (29), o volume chegou a 6.809 lotes, maior quantidade em um ano e três meses. Nesta segunda-feira, o indicador recuou levemente, para 6.711 lotes.

Outras commodities

Além do café, outras commodities agrícolas também registraram movimentações na Bolsa de Nova York.

O cacau encerrou o pregão em queda de 0,33%, com o contrato futuro para dezembro negociado a US$ 5.435 por tonelada. A desvalorização foi influenciada pelo aumento dos estoques certificados na ICE, que chegaram a 3.694.205 sacas na última sexta-feira (30), maior volume em dois anos e meio.

Já o açúcar registrou queda de 1,55%. O contrato futuro com vencimento em março terminou o dia cotado a 19,37 centavos de dólar por libra-peso. Entre os fatores que pressionaram os preços estão a queda do petróleo e a perspectiva de aumento da oferta global.

Por outro lado, o suco de laranja apresentou forte valorização. O contrato com vencimento em janeiro avançou 4,72%, sendo negociado a US$ 1,38 por libra-peso.