ECONOMIA


Bitcoin sobe com especulação sobre crise na Venezuela e possível impacto na oferta

Com a queda de Nicolás Maduro, Washington pode assumir o controle das reservas de bitcoin da Venezuela

Foto: Divulgação / Freepick

 

O bitcoin operou em alta nesta segunda-feira (5), impulsionado pela especulação de investidores sobre as possíveis implicações da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela no fim de semana. A queda do ditador Nicolás Maduro alimentou a percepção de que Washington poderia assumir o controle das reservas de bitcoin do país, o que teria potencial para afetar a oferta do ativo.

Por volta das 17h (horário de Brasília), o bitcoin avançava 3,50%, cotado a US$ 94.336,32, enquanto o ethereum subia 2,89%, a US$ 3.222,80, segundo dados da plataforma Binance.

Caso o movimento de valorização continue, o preço do bitcoin pode buscar resistências de curto e médio prazo localizadas nas regiões de liquidez entre US$ 94.500 e US$ 101.300, de acordo com Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio.

“Se esses ativos forem congelados ou apreendidos pelos EUA, uma parcela significativa da oferta seria retirada de circulação, criando um choque de oferta e fortalecendo uma perspectiva otimista de longo prazo para o bitcoin”, disse Hina Sattar Joshi, diretora de vendas de ativos digitais da TP ICAP.

As reservas exatas de bitcoin da Venezuela não são conhecidas oficialmente, mas analistas citam relatos não confirmados de que o país detenha mais de 600.000 bitcoins, avaliados entre US$ 60 bilhões e US$ 67 bilhões. O suposto acúmulo teria ocorrido em meio ao colapso da moeda local e às sanções impostas pela União Europeia, pelos Estados Unidos e por outros países, em resposta a acusações de violações de direitos humanos e corrupção.

Além das notícias relacionadas à Venezuela, o mercado de criptomoedas também foi impulsionado pelo maior apetite global por risco, com as bolsas em alta ao redor do mundo, especialmente nos setores de tecnologia, defesa e energia.

A empresa de serviços profissionais PwC também anunciou a expansão de suas operações de auditoria e consultoria em criptomoedas, diante de uma maior clareza regulatória nos Estados Unidos, oferecendo suporte adicional ao mercado.

“As criptomoedas começaram o ano em uma situação muito melhor do que terminaram 2025”, afirmou o analista da IG, Chris Beauchamp. Ainda assim, ele alertou que os investidores devem manter cautela antes de decretar o fim do movimento de queda do setor.

Com informações de Dow Jones Newswires e CNN Brasil