ECONOMIA


Bahia tem a segunda a maior taxa de desemprego do país no 2º trimestre, aponta IBGE

Taxa nacional recuou para 5,4%, enquanto cinco estados registraram índice inferior a 3% no período

Foto: Marcello CasalJr/Agência Brasil

 

A Bahia registrou taxa de desemprego de 9,1% no segundo trimestre de 2026, segunda maior entre as 27 unidades da federação, atrás apenas do Amapá (9,8%), segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou 3,7 pontos percentuais acima da média nacional, de 5,4%.

Na outra ponta, Santa Catarina teve a menor taxa do país, com 2,1%, seguida por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Ao todo, 11 estados terminaram o trimestre com desemprego abaixo da média nacional, e cinco deles ficaram abaixo de 3%.

Entre os estados com taxas mais elevadas também estão Amapá (9,8%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%), Sergipe (7,9%) e Alagoas (7,9%). São Paulo ficou em 5,4%, exatamente na média nacional.

No país, a taxa de desemprego recuou de 6,1% no primeiro trimestre para 5,4% no segundo. O índice também caiu em 13 unidades da Federação, enquanto as demais apresentaram estabilidade.

Segundo o IBGE, as diferenças entre os estados estão relacionadas a fatores como nível de industrialização, evolução da atividade econômica e grau de instrução da população. O analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou que Santa Catarina e outros estados da região Sul apresentam taxas de desemprego menores que as observadas no Norte e Nordeste.

A pesquisa também apontou que 1,06 milhão de pessoas estavam há dois anos ou mais procurando emprego no segundo trimestre. O número é o menor da série histórica iniciada em 2012 e representa queda de 15,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Entre os grupos analisados, a taxa de desemprego foi de 4,6% entre os homens e de 6,4% entre as mulheres. Por cor ou raça, o índice ficou em 6,9% entre pessoas pretas, 6,1% entre pardas e 4,2% entre brancas.