ECONOMIA


Alta no preço do boi leva frigoríficos a reduzir produção no país

JBS e Marfrig adotam férias coletivas e ajustes operacionais diante da pressão nos custos

Foto: Mapa/iStock

 

O avanço no preço da arroba do boi gordo tem levado grandes frigoríficos a reduzir o ritmo de produção no Brasil. Empresas como a JBS e a Marfrig adotaram medidas como férias coletivas e diminuição de turnos em unidades, em meio à pressão sobre as margens provocada pelo encarecimento da matéria-prima.

No Mato Grosso, a JBS suspendeu temporariamente as atividades em plantas localizadas em Água Boa e Pedra Preta por cerca de 20 dias, a partir da próxima semana. Já a Marfrig promove ajustes operacionais em sua unidade de Várzea Grande, incluindo mudanças nos turnos de produção.

A valorização da arroba é impulsionada pela oferta restrita de gado pronto para abate e pela demanda aquecida, especialmente no mercado externo. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária indicam que o preço do boi gordo chegou a cerca de R$ 349,50 por arroba no estado, com cotações ainda mais altas em algumas regiões.

Com escalas de abate curtas e dificuldade para aquisição de animais, frigoríficos têm pago valores mais elevados para garantir a produção, cenário que pressiona custos e leva o setor a adotar estratégias mais cautelosas no curto prazo.