ECONOMIA


Ações da Azul caem 94% em cinco dias e preocupam investidores

A empresa vive uma queda prolongada em suas ações em meio às tentativas de gerar novas receitas financeiras

Foto: Guilherme Ramos/Azul

 

A companhia aérea Azul vem enfrentando forte pressão de mercado após a entrada no processo de recuperação judicial nos EUA. Até a manhã desta quinta-feira (8), a empresa já soma uma redução de 58% em suas cotas, antes avaliadas a R$ 100. Nos últimos cinco dias, o prejuízo é ainda maior, chegando aos 94%, logo depois do anúncio do novo ticker negociado sob a sigla AZUL54.

Para tentar dar um respiro financeiro, a empresa realizou uma emissão de ações no custo de R$ 7,44 bilhões como parte da sua reestruturação, lançando ao mercado cerca de 723 bilhões de novas cotas. Os novos títulos valem tanto para ações preferenciais que priorizam dividendos, quanto para ações ordinárias, que são aquelas com direito a voto.

Apesar dos esforços da companhia, a tentativa de respiro financeiro não surtiu o efeito esperado, já que o valor de mercado da empresa permanece o mesmo. Segundo Fábio Lemos, sócio da Fatoral Investimentos, a troca de dívidas sinaliza um estresse financeiro e não crescimento, avalia.

Outro ponto dito por ele em relação ao aumento das ações é que “melhora a estrutura de capital, mas beneficia credores, não acionistas”, afirma em menção às diferentes opções de investimento. Após a queda nas ações, os investidores agora aguardam os próximos passos da Azul em meio ao processo de recuperação judicial nos EUA.