ECONOMIA


Abertura do mercado venezuelano pelos EUA pode reduzir as receitas da Petrobras; entenda

Segundo analistas, a previsão do longo prazo tende a pressionar os preços se a Venezuela voltar ao patamar elevado de produção com 3 milhões de barris por dia

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A entrada das empresas petrolíferas americanas na Venezuela, após o ataque dos Estados Unidos à capital Caracas, no último sábado (03), trouxe consequências para o preço do petróleo em todo o mundo. No Brasil, o mercado espera a abertura de novas oportunidades de negócios com potencial de gerar receita para a Petrobras, a partir de parcerias comerciais no território venezuelano.

As expectativas têm fundamento, já que a Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, o que significa que o fornecimento tem possibilidade de aumentar as vendas, de acordo com os níveis de oferta. Mesmo com os aspectos positivos, a produção de barris vem registrando diariamente números menores, abaixo de um milhão, atualmente.

Segundo o presidente dos EUA, Donald Trump, o principal objetivo dos Estados Unidos na Venezuela é conduzir o país para uma ‘transição energética segura’ com a abertura dos mercados petrolíferos. Sendo assim, no caso da Petrobras, o lucro da empresa tende a ser influenciado no curto prazo pelo preço do barril, já que as tendências de queda e alta também afetam as exportações brasileiras.

A projeção atual para a petrolífera brasileira, também se concentra no aumento da oferta de médio prazo, que tende a pressionar os preços do recurso. Para o longo prazo, caso a reabertura da exploração de petróleo venezuelano para o mercado internacional se confirme, a tendência é que a Petrobras seja uma candidata para assumir e negociar algumas operações. As informações são do portal UOL.

Para Fabiano Vaz, analista da Nord Investimentos, o cenário de incertezas pode trazer problemas para as petroleiras de todo o mundo. ‘Se a Venezuela retomar um patamar mais elevado de produção, ainda mais se for em um ambiente de demanda restritiva, isso pode pressionar os preços e, consequentemente, virar um fator negativo para as petroleiras de maneira geral’, alerta o analista em menção ao futuro das ações do país.

Apesar de já ter atuado na Venezuela, atualmente a Petrobras não tem operações no país, mas segue monitorando a volatilidade do mercado. O maior diferencial da companhia segue sendo o baixo custo na extração de petróleo, em relação às concorrentes brasileiras. O cenário agora passa a reunir a expectativa pela queda nos preços com a abertura dos comércios venezuelanos.