ECONOMIA


Abate de bovinos recua 9% no Brasil no primeiro trimestre de 2026

Menor oferta de animais para abate pressionou mercado interno, com preços ao consumidor subindo 6% em um ano

Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

 

O Brasil iniciou o primeiro trimestre de 2026 com cerca de 7 milhões de cabeças de gado abatidas. O resultado que representa queda de 9% em relação ao trimestre anterior e recuo de 2% na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo levantamento divulgado pela Minerva Foods, o cenário é reflexo da menor disponibilidade de animais prontos para o abate, em meio à retenção de fêmeas e à transição do ciclo pecuário.

Com a oferta reduzida, os preços da carne bovina seguiram em alta no mercado brasileiro. Dados do indicador Esalq/B3 apontam que a arroba do boi gordo em São Paulo teve preço médio de R$ 336,9 no primeiro trimestre deste ano. Já o valor médio da carne bovina no varejo chegou a R$ 29,8 por quilo, alta de 6% na comparação anual.

Enquanto o consumo interno enfrenta pressão nos preços, as exportações brasileiras de carne bovina registraram crescimento no período. O país embarcou 702 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, avanço de 20% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. A receita das exportações somou US$ 4 bilhões, crescimento de 37%.

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, seguida pelos Estados Unidos, que ampliaram participação nas compras do produto. Países como Chile, Rússia, México e Egito também aparecem entre os principais mercados consumidores da carne brasileira neste início de ano.

Com informações da CNN Agro